Guilt Machine: On This Perfect Day

On This Perfect DayQuem acompanha o blog já sabe que eu sou um grande fã do Lucassen e confesso que já devia ter escrito essa resenha antes, já que desde a primeira notícia sobre esse álbum eu já fiquei ligado e continuei acompanhando desde então.Pra quem nunca ouviu falar, esse é o novo projeto de Arjen Lucassen (Ayreon, Star One, Ambeon, Stream of Passion), que ainda conta com Lori Linstruth (Stream of Passion), Cris Maitland (Porcupine Tree) e Jasper Steverlinck (Arid). O som é um rock progressivo, com bastante peso do heavy metal. Parece bastante com Ayreon, na verdade, mas com um lance bem mais progressivo e sem tanto peso. Mas e aí, afinal, o álbum é bom? Porque diabos eu não escrevi antes?

Eis aqui um álbum difícil, porque é impossivel captar todas as nuances de uma única vez. Ele é denso, complexo, é assim como toda obra de arte, demora-se a entender tudo. O álbum foi composto depois de uma fase de depressão tanto do Arjen, como da Lori (que aqui escreveu todas as letras), o que torna tudo um pouco mais denso. Mas como contraponto ao 01, o álbum é mais pessoal e demonstra bem o lado humano dos dois. Sem sci-fi aqui. Outra coisa bacana é a participação de mensagens enviadas pelos fãs, em várias línguas ao longo das seis (!) faixas do álbum (e como eu já havia falado, conta com a minha participação na faixa “Perfection?” com a frase “Nada é mais triste do que a morte da ilusão”). Isso deu um toque especial ao cd. Vamos ao álbum:

Twisted Coil começa dando o clima do cd, sombrio e com muita atmosfera. Essa música dá o tom do álbum e apresenta o Jasper, com a voz alta e limpa (lembrando bastante a a do Freddie Mercury). A bateria, muito bem tocada e correta já mostra que é um trabalho de classe. A letra é incrível, sombria e tensa:

Accusations run astray
Inside the guilt machine
Turning tension’s twisted coil
Till nothing’s left of me
Words unspoken feed the lie
Smile and say you’re doing fine today

A música vem caminhando calma e lá para os 5:20 ela descamba pra um riff forte e pesado, bem cadenciado. E aí não para mais. A música ganha uma uma força impressionante e termina muito bem, sem dúvida um ponto alto do cd.

Então vem Leland Street, calma e numa boa cadência, com alguns fraseados de violino, explorando muito bem os vocais do Jasper, bem agudos e os vocais mais calmos do Arjen (sim, ele canta bastante nessa). Depois vem Green and Cream, outro ponto álto do álbum. Começa com uma ótima bateria (Cris Maitland estava inspirado aqui) e com uma linda melodia. A letra, incrível mais uma vez, permite que o Jasper cante ótimas melodias e a música vai se abrindo aos poucos e no refrão ganha muita força. É uma das melhores composições do Arjen, em todos os tempos. Música pra se ouvir 10… 15 vezes e ainda achar coisas novas.

Aí vem Season of Denial, uma balada, bem mais calma do que a música anterior, que era bem nervosa. Apesar de muito boa, essa música dá uma desanimada depois da porradaria e é um pouco desapontadora até os 4 minutos, mais ou menos, quando ela engrena de vez, mas achei que a música prometia mais. Em seguida vem Over, outra baladinha, mais sentimental dessa vez. Gosto muito do ritmo dessa música, com um sintetizador dando a cadência o tempo todo… bem interessante. Mais uma vez, ótima letra e o Jasper mantém o padrão, assim como a Lori, que faz um excelente solo.

Então o cd fecha com a magistral Perfection? , linda, forte e praticamente uma obra de arte. Enigmática e bastante atmosférica, a música tem um excelente andamento e o Cris se destaca de novo aqui, usando a bateria com perfeição (ok, trocadilho infame).  Essa é a música mais progressiva do cd, com vários andamentos diferentes e com alguns fraseados de guitarra bem incomuns, para quem acompanha a carreira do Arjen. A música acaba de uma forma magistral, com todo o lance da “guilt machine” e o cd deixa um gostinho de “quero mais” e aí você fica ouvindo tudo de novo, e de novo.

Eu confesso que cada vez que ouço o cd encontro mais alguma coisa que não tinha notado, e ele já está no meu player há algumas semanas. Dificil, impressionante e viciante. Ouso dizer que é o melhor projeto do Arjen fora do Ayreon.  Se você curte a carreira do cara, gosta do trabalho dele e curte progressivo, pode cair de cabeça.

Tracklist:

1. Twisted Coil (11:43)
2. Leland Street (8:03)
3. Green and Cream (10:32)
4. Season of Denial (10:22)
5. Over (6:11)
6. Perfection? (10:46)

Nota: 9,5/10

O “cara novo”

despairs-ray-guitar4 Saudações leitores do Riff e amantes de musica e metal em geral. Meu nome é Ricardo Mariani e eu adoro música desde que me entendo por gente. O que Significa que antes dos 13 eu não era gente. Não era mesmo. desde essa época eu venho tocado em diversas bandas  Inclusive meu projeto “xodó” que se chamava Chronos (Metal progressivo). Hoje toco em uma banda chamada Roda Gigante que não tem nada haver com metal mas que leva um bom som com diversas influências. Vamos deixar isso pra lá. Chega de apresentações e vamos ao que importa.

Resolvi começar apresentando a vocês uma banda que descobri a pouco tempo mas que leva um som muito bom. Não devo me ater somente a Metal aqui no Riff. Vamos que vamos que tem muita coisa boa rolando por ae.

E o nome da banda é : Macaco Bong

A Banda é do Mato Grosso e eu vou pegar a descrição dos caras pq ninguem melhor do que vc mesmo pra falar do seu próprio som

“Macaco Bong é um power trio de Cuiabá (MT), nascido em 2004. A banda é um dos programas do Instituto Cultural Espaço Cubo, e baseia-se na desconstrução dos arranjos da música popular em seus formatos convencionais e aliada à linguagem das harmonias tradicionais da música brasileira com jazz/fusion/pop e etc. “

Agora  minha opinião: A banda tem mesmo influências de vários estilos e faz uma boa mistura  das influências. Tenho certeza inclusive que vcs leitores, e, porque não ,”ouvintes” do Riff , vão perceber que o etc  da definição deles inclui também um certo metalzinho.Resumindo; Melhor definição para eles é: Sem rótulo

Os integrantes da Banda  são:  Bruno Kayapy (guitarra), Ynaiã Benthroldo (batera) e Ney Hugo (baixo)

e se liguem no nome do cd: Artista igual pedreiro

As faixas nos vídeos se chamam “Fuck you Lady” e “Noise James” . Aproveitem

Bom. espero que vocês curtam o som e por hoje é só. Abaixo vai o Myspace dos caras para quem quiser ouvir mais

http://www.myspace.com/macacobong

Até a próxima

Como irritar um metaleiro

Metaleiro1. Pergunte se as bandas de Black Metal tentam copiar o Kiss.

2. Pergunte porque ele se veste de preto.

3. Pergunte se ele conhece outra boa banda de metal como o Evanescense.

4. Se estiver escutando metal, diga que parece com uma banda conhecidíssima, não importa qual -por exemplo: Extreme-.

5. Pergunte se ele já ofereceu a alma ao diabo.

6. Lembre-o que o Rock começou com Elvis Presley.

7. Faça o acreditar que você é gay e que quer sua companhia todas as tardes.

8. Use a frase “cookie monster vocals” e faça como se fosse o mais engraçado e original que tenha escutado.

9. Se ele estiver escutando metal, diga “… estes caras não têm talento, mas os (insira o nome de qualquer banda famosa aqui como Charlie Brown Jr, Nirvana, Led, etc), eles sim são talentosos!”

10. Diga que o som do Manowar é muito gay e que só perde no quesito para o Black Sabbath.

11. Comente que todo metal lhe parece igual.

12. Pergunte se é vinil que está tocando?

13. Diga que você adorava o metal dos anos 80 e pergunte o que aconteceu com o Poison, Europe, etc.

14. Diga que também gosta de música underground, como Stratovarius (pode ser Rhapsody & Sonata Arctica, etc).

15. Faça questão de dizer que os vídeos do Emperor seriam melhores se eles usassem um grupo coreográfico.

16. Dê de presente a ele um disco do rei do rock brasileiro, Erasmo Carlos.

17. Pergunte se Mayhem é a banda do Marylin Manson.

18. Escreva Jesus te ama com liquido corretor branco no colete de trapos dele.

19. Entre em um fórum de Power metal com o nick dele e diga que Ray Alder enlouqueceu John Arch.

20. Substitua os seus discos do Iron Maiden por outros do Prince.

21. Faça um corte de cabelo pop-punk enquanto ele dorme.

22. Pronuncie Celtic Frost corretamente.

23. Recorde-o da homossexualidade de Rob Halford.

24. Pergunte se Randy Rhoads estava no mesmo vôo de John Denver.

25. Aumente no “talo” os graves do seu aparelho de som.

26. Recorde-o que o metal é parcialmente derivado do blues.

27. Diga que os vocalistas de Power Metal cantam gritando demais.

28. Faça cara de intelectual e diga que os emos são grandes traidores do movimento.

29. Comente com ele que você não vê diferença alguma entre gutural e acesso de vômito.

30. Diga que gosta demais do álbum de estréia do Metallica. Black Album.

31. Esclareça que Lemmy nunca moveu sua mão esquerda nos 30 anos que vem tocando o baixo.

32. Recorde os bons tempos em que Billy Jean foi um grande sucesso.

33. Diga que também era metaleiro, mas que amadureceu e começou a escutar música mais intelectual como Soda Stereo.

34. Diga que nunca escutou uma banda Black Metal melhor que System of Down.

35. Pergunte a quanto tempo não toma banho.

36. Se ele for cabeludo, pergunte se está pensando em entrar no movimento Rastafari.

37. Se for cabeludo e os cabelos estiverem bem cuidados, diga que está parecendo uma “mulherzinha”;

38. Diga de forma séria encarando o de frente que: “…cara você precisa crescer e deixar este vício de rock de lado, tá na hora de arrumar mulher”.

39. Lembre-o que o movimento Emocore faz parte do rock.

40. Diga que o acha muito radical por fazer do metal um estilo de vida.

41. Convide-o para ir a uma festa, mas não conte antes que vai ser uma “pagodeira”.

42. Tente convencê-lo que qualquer musica sertaneja é mais rica em acordes que o Punk Rock.

43. Coloque um disco da Joelma para tocar em seu aparelho de som e imite ela dançando.

Retirado do (excelente) Cogumelo Louco

Resenha: Video Games Live - 30/09/2009 (Palácio das Artes - Belo Horizonte)

Video Games Live

Pelo quarto ano consecutivo no Brasil e pela primeira vez na capital mineira, Video Games Live se apresentou em grande estilo no Palácio das Artes na noite do dia 30 de Setembro. A Orquestra Sinfônica Villa-Lobos, sob a regência do maestro Emmanuel Fratianni, fez desta uma noite inesquecível para muitos.

Para quem não sabe, o Video Games Live é um projeto criado em 2005 nos EUA pelo maestro Jack Wall e pelo compositor Tommy Tallarico, músicos que compuseram temas de jogos como “Earthworm Jim” e “Myst”, que toca, juntos a uma orquestra, temas de jogos eletrônicos das mais diversas plataformas e épocas. Seu repertório varia dos clássicos de Mario Bros, Zelda e Sonic aos recentes Halo, Warcraft e Silent Hill.

No dia do evento, o Palácio foi aberto às 18:00 onde os fãs que acompanharam o concerto puderam aproveitar do espaço do saguão para jogar Wii, X-Box 360, Playstation 3 ou algum dos jogos de corrida (em que o jogador ficava em uma “caixa” muito parecida com um carro de F1) que estavam à disposição do público lá (todos com enormes filas, claro). Não pude desfrutar de tais regalias por chegar “em cima da hora” no dia do evento (dia cheio e trânsito caótico em BH) mas pude ver também que haviam muitas pessoas com portáteis (DS e PSP). Haviam também um stand onde eram vendidas camisas, bottons, MP3 Players, bonés e outros, tudo customizado do próprio Video Games Live.

Antes da orquestra se apresentar, tivemos a apresentação da banda mineira Abreu Project, que animou o público com algumas músicas temas de vídeo games como Donkey Kong Country, Diablo, Top Gear e Super Mario World. Uma bela apresentação, o som estava legal e a banda estava muito bem entrosada, tocando ótimas interpretações das músicas numa versão mais rock.

Depois disso, houve um rápido concurso de Cosplay (rápido mesmo, durou cerca de 10 minutos, no máximo) e então começou o grande evento da noite. Antes, porém, foi exibido um vídeo em homenagem ao Rei do Pop em que seu personagem do jogo Moonwalker, desenvolvido pela SEGA, passava por vários jogos da Era 16 e 8 bits, seja ajudando os personagens ou tomando para si o papel de protagonista do jogo.

vgl_bh_marioEis que os músicos entram no palco, o maestro toma seu lugar, Tommy Tallarico entra com sua guitarra e a música tema de Castlevania leva todo um Palácio das Artes ao delírio. Daqui pra frente muitas músicas, muitos clássicos e muita emoção. Apesar de não tocar guitarra em todas as músicas, Tommy Tallarico estava sempre presente entre uma música e outra e, devo dizer que ele sabe comandar um bom show, sempre conversando muito com a platéia e bem humorado.

Durante o show houve também participação da platéia em alguns momentos. No primeiro dele o espectador escolhido jogou Space Invader (com o jogo projetado no telão ao fundo), no segundo o campeão do Guitar Hero tocou Sweet Emotion, do Aerosmith, no Guitar Hero enquanto a Orquestra tocava a música junto a Tallarico. Todos tinham um objetivo a cumprir no jogo para ganhar prêmios.

Os pontos altos da noite foi o tema de Zelda, que contou com a participação especial da flautista Laura Intravia (a quem Tallarico conheceu através de um vídeo do YouTube) que entrou em palco vestida de Link e executou uma maravilhosa versão do tema de Zelda e, logo em seguida, o tema foi novamente executado pela orquestra. Não tenho palavras para descrever este momento, que considero o melhor da noite. Outra participação especial foi do saxofonista Norihiko Hibino, compositor dos temas de Metal Gear Solid e em turnê pela primeira vez com o VGL, que executou junto à orquestra a música Snake Eater.

Outras músicas que foram surpresa e animaram bastante o público são os temas de Sonic (que voltou ao repertório do show graças aos pedidos do público via e-mail, segundo Tallarico), Metroid, Megaman, Chrono Trigger e Chrono Cross (a mais pedida nos e-mails).

Além das músicas muito bem executadas e da participação do público, o show conta também com alguns telões em que são exibidos trechos dos jogos cujas trilhas são tocadas e onde são exibidos alguns vídeos com mensagens dos criadores das músicas dos jogos, gravadas exclusivamente para o evento. No intervalo feito durante o espetáculo foi exibida, no telão principal, uma barrinha de load escrito “Loading Act II”, que era preenchida com o passar do tempo.

vgl_bh_chronoE, com 3 horas de show (sem contar a apresentação da Abreu Project), o concerto foi brilhantemente fechado com os temas de Chrono Trigger e Chrono Cross, que foram executados também com as participações de Tallarico e Laura Intravia, outro belíssimo momento. Após o encerramento, Tommy Tallarico, Emmanuel Fratianni, Laura Intravia e Norihiko Hibino receberam o público no saguão do Palácio das Artes para uma seção de autógrafos. Com certeza este foi um dos melhores espetáculos que já tive a oportunidade de ir.

Depois disso nada melhor que ver o próprio Tommy Tallarico dizer no fórum oficial do VGL: “Yay!! Glad we were finally able to make it and I hope we can come back again in 2010! The audience in BH was VERY AWESOME and extremely LOUD!!! One of the loudest ever I think! I loved it!!!!!! Thank-you BH!!” (Yay!! Estou feliz por finalmente conseguirmos fazer isso [referindo-se a se apresentar em BH] e eu espero que nós possamos voltar em 2010! O público em BH foi MUITO LEGAL e extremamente BARULHENTO!! Um dos mais barulhentos de todos eu acho! Eu amei isso!!!!!! Obrigado BH!!) :mrgreen:

Nota: 10/10

Set list:

Abreu Project:
Donkey Kong Country - snes
Mega Man III , Shadow Man - nes
Zelda 64, Saria’s Song - N64
Chrono Trigger - Corridors of Time
Diablo - Tristram Village
Top Gear - Las Vegas Stage
Super Mario World - Athletic Theme
Super Mario World - Haunted House

Orquestra:
Castlevania
Silent Hill
Metal Gear Solid
Sonic the Hedgehog
Shadow Of The Colossus
Metroid
The Legend of Zelda

(bis)
Kingdom Hearts
Guitar Hero (Sweet Emotion - Aerosmith)
God of War
Metal Gear Solid 3 - Snake Eater
Warcraft
Super Mario Bros.
Halo
Final Fantasy 7 - One Winged Angel
Megaman
Chrono Trigger/Chrono Cross

A resenha acima foi enviada pelo Joao Paulo Hanke. Gostou? Deixe um comentário!

Atualizando

Fala galera, enquanto não surgens novidades (porque eu mesmo não to achando nada novo e bom pra ouvir) vocês podem acompanhar os nossos parceiros aí do lado: Aethertown, Hellfire Club, Kino, Meia Palavra, Sporthaus, Valinor e o Vorpal.

Todos excelentes e feito por gente muito boa.

Guentaí que essa semana pinta novidade aqui no Riff.

Pôster Motivacional da Semana

Poster Motivacional

(DEATH METAL - É chamado assim por uma razão)

Cover: Michael Jackson - Beat It

Esse é clássico. Beat It, do falecido Michael Jackson, tocado pelo Raintime.

Realmente uma ótima versão.

Guilt Machine libera faixas e já está em pré-venda!

Guilt MachineDepois de anunciar detalhes, finalmente temos o lançamento do novo projeto de Arjen Lucassen, o Guilt Machine. O link para a pré-venda pode ser encontrado no myspace do Guilt Machine, bem como duas músicas inteiras (divididas em 3 partes). Para acessar o myspace da banda, basta clicar no link abaixo:

Myspace do Guilt Machine

Em outras notícias, eu estou no novo álbum! Sim, finalmente temos um brasileiro num disco do Arjen (ok, ok, mesmo que isso signifique falar uma frase de 10 segundos… isso ainda não tira o meu mérito… lol). Eu estou no comecinho da música “Perfection?”, que também pode ser encontrado no myspace da banda.

Te cuida, André Matos! :P

Therion: The Miskolc Experience

The Miskolc ExperienceO sonho de todo fã do Therion (e pode me incluir nessa) é ver/ouvir um show da banda tocando com uma orquestra de verdade. Fato.

Bem, o sonho está realizado, pois neste The Miskolc Experience o Therion faz exatamente isso, toca ao lado de uma orquestra vários de seus temas e também temas clássicos. Então porque diabos esta resenha está com uma nota tão normal sem muitos pontos de exclamação, festejando? Simples: porque o cd é meia-bomba. Ele funciona muito bem na parte clássica, inserindo o heavy metal, mas na hora de inserir o clássico no metal, ele falha bisonhamente.

Na parte clássica, que abrange o primeiro cd, nem tem muito o que dizer. Christoffer finalmente conseguiu tocar várias do Wagner, seu compositor clássico preferido e realmente consegue dar uma outra roupagem às musicas. Mas o destaque realmente fica por conta da belíssima “Dies Irae”, de Mozart. Que música incrível! Que peso!

Na segunda parte é que a coisa desanda um pouco. Sabe toda aquela orquestra que enche o som do Therion e você fica pensando “como os caras fizeram isso?” Pois é, isso não tem no cd. O som está magrinho, magrinho e a orquestra parece ser só mais um simples instrumento e não algo realmente especial que permita vangloriar e destacar várias coisas no som. Em alguns momentos o som da orquestra fica até bastante abaixo do volume dos instrumentos plugados e não dá nem pra saber se foi proposital ou se ficou magrinho sem querer mesmo. Definitivamente eu prefiro os overdubs…

Claro, o cd vale pela belíssima execução de Via Nocturna, Draconian Trilogy e Rise Of Sodom And Gomorra, mas de resto… muito fraco. E achei o repertório muito limitado também. Onde estão Eye of Shiva, Ship of Luna, Deggial, Raven of Dispersion e outras, que teriam muito mais a acrescentar ao som?

No entando a coisa muda quando vemos o dvd. A orquestra está ali e você percebe que houve um trabalho bacana de produção, além de conferir o tal sonho de todo fã do Therion. Bizarro.

Ou seja, compre o dvd, que você vai sair muito mais feliz, porque no cd, o som está deixando a desejar.

Via Nocturna (a melhor do cd)

Dies Irae

Part 1 - Classical Adventures: (44 min.)

01. Clavicula Nox
02. Dvorak: Excerpt from Symphony no. 9
03. Verdi: Vedi! le fosche notturne spotigle from Il Trovatore
04. Mozart: “Dies Irae” from Reqiuem
05. Saint-Saens: Excerpt from Symphony No. 3
06. Wagner: “Notung! Notung! Niedliches Schwert!” from The Ring
07. Wagner: Excerpt from the Overture from Rienzi
08. Wagner: Second part of “Der Tag ist da” from Rienzzi
09. Wagner: First part of “Herbei! Herbei!” from Rienzi

Part 2 - Therion Songs: (66 min.)

01. Blood Of Kingu
02. Sirius B
03. Lemuria
04. Eternal Return
05. Draconian Trilogy
06. Schwartsalbenheim
07. Via Nocturna
08. The Rise Of Sodom And Gomorrah
09. Grand Finale

Nota:

CD: 7/10

DVD: 9/10

Pôster Motivacional da Semana

Poster Motivacional

(TRASH METAL - Isso é Trash Metal, não Thrash Metal)