1.Nov.2009 at 1 | Comente!
Guilt Machine: On This Perfect Day
Quem acompanha o blog já sabe que eu sou um grande fã do Lucassen e confesso que já devia ter escrito essa resenha antes, já que desde a primeira notícia sobre esse álbum eu já fiquei ligado e continuei acompanhando desde então.Pra quem nunca ouviu falar, esse é o novo projeto de Arjen Lucassen (Ayreon, Star One, Ambeon, Stream of Passion), que ainda conta com Lori Linstruth (Stream of Passion), Cris Maitland (Porcupine Tree) e Jasper Steverlinck (Arid). O som é um rock progressivo, com bastante peso do heavy metal. Parece bastante com Ayreon, na verdade, mas com um lance bem mais progressivo e sem tanto peso. Mas e aí, afinal, o álbum é bom? Porque diabos eu não escrevi antes?
Eis aqui um álbum difícil, porque é impossivel captar todas as nuances de uma única vez. Ele é denso, complexo, é assim como toda obra de arte, demora-se a entender tudo. O álbum foi composto depois de uma fase de depressão tanto do Arjen, como da Lori (que aqui escreveu todas as letras), o que torna tudo um pouco mais denso. Mas como contraponto ao 01, o álbum é mais pessoal e demonstra bem o lado humano dos dois. Sem sci-fi aqui. Outra coisa bacana é a participação de mensagens enviadas pelos fãs, em várias línguas ao longo das seis (!) faixas do álbum (e como eu já havia falado, conta com a minha participação na faixa “Perfection?” com a frase “Nada é mais triste do que a morte da ilusão”). Isso deu um toque especial ao cd. Vamos ao álbum:
Twisted Coil começa dando o clima do cd, sombrio e com muita atmosfera. Essa música dá o tom do álbum e apresenta o Jasper, com a voz alta e limpa (lembrando bastante a a do Freddie Mercury). A bateria, muito bem tocada e correta já mostra que é um trabalho de classe. A letra é incrível, sombria e tensa:
Accusations run astray
Inside the guilt machine
Turning tension’s twisted coil
Till nothing’s left of me
Words unspoken feed the lie
Smile and say you’re doing fine today
A música vem caminhando calma e lá para os 5:20 ela descamba pra um riff forte e pesado, bem cadenciado. E aí não para mais. A música ganha uma uma força impressionante e termina muito bem, sem dúvida um ponto alto do cd.
Então vem Leland Street, calma e numa boa cadência, com alguns fraseados de violino, explorando muito bem os vocais do Jasper, bem agudos e os vocais mais calmos do Arjen (sim, ele canta bastante nessa). Depois vem Green and Cream, outro ponto álto do álbum. Começa com uma ótima bateria (Cris Maitland estava inspirado aqui) e com uma linda melodia. A letra, incrível mais uma vez, permite que o Jasper cante ótimas melodias e a música vai se abrindo aos poucos e no refrão ganha muita força. É uma das melhores composições do Arjen, em todos os tempos. Música pra se ouvir 10… 15 vezes e ainda achar coisas novas.
Aí vem Season of Denial, uma balada, bem mais calma do que a música anterior, que era bem nervosa. Apesar de muito boa, essa música dá uma desanimada depois da porradaria e é um pouco desapontadora até os 4 minutos, mais ou menos, quando ela engrena de vez, mas achei que a música prometia mais. Em seguida vem Over, outra baladinha, mais sentimental dessa vez. Gosto muito do ritmo dessa música, com um sintetizador dando a cadência o tempo todo… bem interessante. Mais uma vez, ótima letra e o Jasper mantém o padrão, assim como a Lori, que faz um excelente solo.
Então o cd fecha com a magistral Perfection? , linda, forte e praticamente uma obra de arte. Enigmática e bastante atmosférica, a música tem um excelente andamento e o Cris se destaca de novo aqui, usando a bateria com perfeição (ok, trocadilho infame). Essa é a música mais progressiva do cd, com vários andamentos diferentes e com alguns fraseados de guitarra bem incomuns, para quem acompanha a carreira do Arjen. A música acaba de uma forma magistral, com todo o lance da “guilt machine” e o cd deixa um gostinho de “quero mais” e aí você fica ouvindo tudo de novo, e de novo.
Eu confesso que cada vez que ouço o cd encontro mais alguma coisa que não tinha notado, e ele já está no meu player há algumas semanas. Dificil, impressionante e viciante. Ouso dizer que é o melhor projeto do Arjen fora do Ayreon. Se você curte a carreira do cara, gosta do trabalho dele e curte progressivo, pode cair de cabeça.
Tracklist:
1. Twisted Coil (11:43)
2. Leland Street (8:03)
3. Green and Cream (10:32)
4. Season of Denial (10:22)
5. Over (6:11)
6. Perfection? (10:46)
Nota: 9,5/10
Saudações leitores do Riff e amantes de musica e metal em geral. Meu nome é Ricardo Mariani e eu adoro música desde que me entendo por gente. O que Significa que antes dos 13 eu não era gente. Não era mesmo. desde essa época eu venho tocado em diversas bandas Inclusive meu projeto “xodó” que se chamava Chronos (Metal progressivo). Hoje toco em uma banda chamada Roda Gigante que não tem nada haver com metal mas que leva um bom som com diversas influências. Vamos deixar isso pra lá. Chega de apresentações e vamos ao que importa.
1. Pergunte se as bandas de Black Metal tentam copiar o Kiss.
Eis que os músicos entram no palco, o maestro toma seu lugar, Tommy Tallarico entra com sua guitarra e a música tema de Castlevania leva todo um Palácio das Artes ao delírio. Daqui pra frente muitas músicas, muitos clássicos e muita emoção. Apesar de não tocar guitarra em todas as músicas, Tommy Tallarico estava sempre presente entre uma música e outra e, devo dizer que ele sabe comandar um bom show, sempre conversando muito com a platéia e bem humorado.
E, com 3 horas de show (sem contar a apresentação da Abreu Project), o concerto foi brilhantemente fechado com os temas de Chrono Trigger e Chrono Cross, que foram executados também com as participações de Tallarico e Laura Intravia, outro belíssimo momento. Após o encerramento, Tommy Tallarico, Emmanuel Fratianni, Laura Intravia e Norihiko Hibino receberam o público no saguão do Palácio das Artes para uma seção de autógrafos. Com certeza este foi um dos melhores espetáculos que já tive a oportunidade de ir.
Depois de
O sonho de todo fã do Therion (e pode me incluir nessa) é ver/ouvir um show da banda tocando com uma orquestra de verdade. Fato.








